Cecília
O barulho da tranca da porta do quarto parecia ainda ressoar no meu peito enquanto eu tentava, em vão, acalmar os batimentos descompassados do meu coração.
Olhei para baixo, encarando a fivela dourada que agora adornava a minha cintura. O metal parecia emitir o próprio calor das mãos de Marcello. A fragrância amadeirada do perfume dele ainda flutuava pelo ar, misturando-se à minha, criando uma atmosfera densa que tornava o ato de respirar uma tarefa difícil.
— Cecília! — A vozinh