Seja sincera comigo, Sofia. Por que está comigo?
São seis horas da tarde, e entro na sala com passos hesitantes. A atmosfera parece suspensa, como se o tempo tivesse parado por um momento para nos observar. O ambiente está silencioso, mas há uma leveza no ar, como se todos estivessem se recuperando de um descanso necessário.
O meu pai está sentado no sofá, com o rosto levemente amassado de sono. Os seus olhos semicerrados denunciam que ele ainda não despertou completamente, mas um sorriso tranquilo brinca nos seus lábios, como se um sonho bom