Capítulo 71 🧯🔥
Sofia Bragança 🌸🌸
Meu coração se partiu ao ver o amor da minha vida ali, tremendo e chorando, tomado por lembranças que ainda estavam tão vivas, tão cruas. Bruno, meu capitão, meu porto seguro, agora era ele quem precisava de abrigo.
Minha vontade era ter um poder. Um dom. Algo que arrancasse aquela dor do peito dele, que apagasse da memória tudo o que aconteceu. Mas eu não podia. Então fiz o que estava ao meu alcance: levei-o para o nosso quarto, com calma, com carinho, com o cuidado de quem ama profundamente.
Antes de subir, fechei a porta da casa de praia. Era hora de descanso. Hora de silêncio. Hora de cura.
No quarto, a luz era suave. A brisa do mar entrava pela janela entreaberta, trazendo o cheiro de sal e o som das ondas. Bruno se sentou na beira da cama, os cotovelos apoiados nos joelhos, o rosto entre as mãos. Eu me ajoelhei diante dele, segurei suas mãos com firmeza e olhei nos olhos dele — olhos marejados, perdidos, mas ainda tão lindos.
— Meu amo