Capítulo 12
Bruno Tavares
Já são sete da noite. A casa está mergulhada em um silêncio estranho, pesado. O tipo de silêncio que grita.
Bruna está no quarto, deitada, o rostinho ainda quente, os olhos cansados de tanto chorar. Inês está com ela, como sempre. Camila, trancada no quarto de hóspedes, provavelmente reclamando da vida em alguma ligação fútil.
Eu estou na sala, de pé, com as chaves na mão.
Não dá mais pra adiar.
A ligação da Inês ainda ecoa na minha cabeça. A febre da Bruna