Regressamos em direção à casa em silêncio, caminhando pelo mesmo jardim que, minutos antes, havia me parecido tranquilo e que agora se sentia carregado de algo distinto, mais tenso, como se até o ar soubesse que nada do que estava acontecendo era simples. Ele ainda segurava minha mão, e embora não a apertasse, também não a soltava, como se aquele pequeno contato fosse a única concessão que ambos nos permitíamos em meio a tudo aquilo.
Foi então que ouvimos vozes.
Não estávamos sozinhos.
Po