Mundo de ficçãoIniciar sessãoAllexis
Fecho os olhos e sinto novamente os lábios quentes e trémulos da minha namorada. Sinto-os comprimirem-se quando a tomo finalmente para mim. Quase engasgo sorrindo ao lembrar o quão mágico foi mergulhar sobre a sua intimidade, ouvi-la gemer e dizer que me ama. Oh Deus, estou perdidamente apaixonado! São quase sete da manhã e minhas memórias deliciosas são interrompidas pelo toc-toc na porta, meu primo Dave vem tirar minha paz. – E então, continua a sonhar acordado com a senhorita Miller? Reviro os olhos e o empurro para longe da minha cama. – Você não se cansa disso? Encerro nossa conversa e pego meu casaco para sair para o restaurante. Momentos depois estamos no restaurante cuidando das contas e das outras tarefas de gestão, e me surpreendo ao ver Charlotte numa das mesas naquela manhã, sozinha, triste e solitária. Ao me ver ela lança um olhar convidativo e me sinto tentado a aproximar. Quando me sento na sua frente, abre um sorriso contrastando com a figura triste de há instantes. – O que faz aqui e sozinha? Não costuma frequentar restaurantes deste nível. Indago curioso Ela levanta as sobrancelhas e desconsidera minha pergunta. – Es muito engraçado Blake, e é isso que gosto em ti. Em seguida me lança um olhar provocante e empurra sua cadeira mais perto da minha. A sua atitude me deixa sem jeito e temo ser rude, entretanto, evito embate e me afasto ligeiramente. Um pouco irritada, ela recompõe-se e volta a cadeira para a posição inicial. Abre um sorriso e toma um gole de café. Quando ia me levantar da mesa, segurou minha mão e pediu para sentar mais um pouco ao que assenti. – Ouvi que finalmente a Miller quatro olhos perdeu a virgindade! Comentou abrindo um sorriso cínico como se tivesse dito algo trivial. Fiquei chocado, mas não queria que soubesse que tinha mexido com minhas emoções. – A sério Charlotte? Agora virou mexeriqueira? Comentei com sarcasmo enquanto meu sangue fervia. – Ah por favor Allexis, não diga que isso te incomoda. Até onde sei você gosta de mulheres experientes, quero acreditar que usou os ensinamentos que te dei, fala ai! O comentário dela me deixou enojado e não sabia o que responder. Levantei da mesa bruscamente sedente de vontade de socar em alguém, o Dave. Quando ela deixou o restaurante levantou a mão acenando de forma provocante. Subitamente meu celular vibrou. Ler a mensagem da Ni depois da nossa noite, me fez rir feito bobo – Como dormiu meu namorado amado? . Respondo que estou bem e cheio de saudades. – Também estou com saudades namorado. Mas hoje não vou poder te ver. O que acha de vir a tua casa amanhã à tarde depois do cursinho? Ela questiona. Leio sua mensagem e fico intrigado. Ela não tem permissão do pai para estar longe de casa à tarde, seu celular é monitorado e não quero causar problemas. Mas ao mesmo tempo é uma oportunidade de passar um tempo com a mulher que amo. Penso antes de responder. – Tem certeza? Pergunto em êxtase, esperando ansioso pela resposta. – Relaxa, o Travis vem me deixar e me pegar. Te amo namorado! Devolvo a mensagem com um beijo e um coração vermelho. Me sinto idiota e bobo, mas fico assustado com a possibilidade de o Travis virar cúmplice. Como homem me sinto constrangido, afinal o cara é o irmão da minha miúda. Decido deixar esses pensamentos para lá e me concentrar no trabalho da faculdade, no meu primeiro projecto de arquitetura como estudante com o qual pretendo impressionar, o meu professor. Meto a cabeça nos livros, mas a conversa com a Charlotte invade novamente meus pensamentos. Saio disparado a procura do Dave. Ao entrar no seu quarto, vejo revistas de mulheres nuas espalhadas pelo chão. - Mas que merda Dave! Rosno irritado, recolhendo todo o lixo do chão e colocando numa caixa. - Imagina-se a Allison encontrasse estas coisas! Indago mentalmente para depois sair do quarto e voltar ao meu projecto.






