Rafael travou ao ouvir o nome da minha irmã. Seus dedos afundaram nos ombros da moça enquanto a envolvia no próprio casaco com movimentos mecânicos. O tecido ainda guardava o calor do corpo dele quando encostou nela.
— Eu e a Aurora somos amigos de infância. — Ele disse como se recitasse um mantra. A mão esbranquiçada de Mariana subiu até seu antebraço num gesto de lagarta. — É minha obrigação proteger a irmã dela.
Meus dedos encontraram sangue morno escorrendo da orelha. A ferroada aguda me fez