ISABEL
Marina chega no meio da tarde, trazendo uma sacola de café e aquele olhar atento que sempre me desnuda antes mesmo de eu abrir a boca. Ela se inclina sobre o berço improvisado na sala e sorri para Luiza, que balbucia algo indecifrável, como se estivesse contando um segredo importante.
— Cada dia mais linda — Marina murmura. — E maior.
— Cresce rápido demais — respondo, sentando no sofá. — Igual a tudo ultimamente.
Ela me observa por alguns segundos antes de sentar ao meu lado. Mari