Isabel aprendeu, ao longo da vida, a confiar em duas coisas acima de qualquer outra: na própria intuição e no silêncio que antecede as mudanças. Aos quatro meses de gravidez, ambos começaram a se manifestar com uma intensidade que ela não conseguia ignorar.
Tudo começou como uma sensação vaga.
Nada concreto. Nada que pudesse ser explicado com lógica. Apenas a impressão persistente de que não estava mais sozinha dentro de certos espaços — especialmente na clínica.
Naquela manhã, enquanto a