A porta do quarto ainda estava fechada.
Foi a primeira coisa que notei ao sair do banheiro, ajustando a camisa social diante do espelho do corredor. O relógio marcava o mesmo horário de sempre, aquele em que Isabel normalmente já estava na cozinha, preparando o café, cantando baixinho para a Luiza ou reclamando do sono interrompido.
Mas a casa estava silenciosa.
Não o silêncio da madrugada. Era outro. Um silêncio definitivo demais para aquele horário.<