Ela respirou devagar, organizando não apenas o que diria, mas como diria.
— Camila… — começou, com um tom mais contido — algumas coisas…
Ela parou.
A frase não se completou.
Não por falta de palavras, mas porque qualquer forma de suavizar aquilo parecia, ao mesmo tempo, insuficiente e perigosa.
Camila franziu levemente a testa, sem soltar a mãe.
— Mãe, eu estou perguntando pra você.
Sua voz não era agressiva, mas havia firmeza nela agora, uma insistência que não estava disposta a recuar.
— E eu