173. A DOR DA VERDADE
Todos aplaudem e as luzes estão sobre nós. Alessandro me pega pela mão e me leva com ele, sorridente; chegamos frente ao microfone e ele começa a falar.
—Boa noite, todos que me conhecem sabem que é meu avô quem participa desses simpósios. Por isso, não é justo que eu receba o mérito pela organização deste evento. Pois foi meu avô o artífice. Na verdade, minha presença aqui se deve a esta preciosa dama, minha senhora. Ela é quem fez com que eu estivesse aqui junto a vocês, por isso peço uma salva de palmas para minha linda esposa.
Não consigo acreditar que ele fez isso; fico vermelha e apenas consigo me inclinar e agradecer. Ele me abraça e assim descemos diante dos aplausos de todos. Mas, para minha surpresa, a orquestra começa a tocar e, em vez de nos dirigirmos à nossa mesa, vamos em direção à pista. Reconheço a peça musical que toca; é a mesma que dançamos em nosso casamento, por isso me deixo levar, sorrindo, e o sigo no belo baile que executamos os dois. Ao terminar, todos a