152. A VISITA DE FLORENCIA
Meu coração bate rapidamente, embora eu não saiba bem se é pela presença intimidante daquela mulher ou pelo peso das palavras de Alessandro. Levanto o olhar apenas por um instante, o suficiente para vê-la parada diante de nós, desafiadora. Seu sorriso não se apaga, mas também não se vai. Seus movimentos são graciosos, quase teatrais, e me parece evidente que ela domina a arte de impor sua presença em qualquer lugar que entra.
—Amor, acho que a encontrei. O que você acha desta? —digo, apontando uma foto.
Alessandro se inclina um pouco mais, e eu sorrio. Quero fazê-la esperar, que sinta que não deve nos interromper quando estamos juntos. O senhor Minetti entende o que estou fazendo e me acompanha no jogo.
—Essa, querida? Mas a anterior que vimos me parece melhor —ele aponta, virando a página.
—Gosto mais desta, amor —acrescenta Alessandro, apontando outra—. Ou talvez a que tiramos em Paris. Mas você não estava com seu vestido de noiva, querida. Precisamos estar vestidos de noivo