Aura Keller
A manhã entrou suave pela mansão, mas a Dona Ermínia já estava em modo de guerra.
Ela estava sentada na poltrona da sala quando eu desci, coberta com o xale, o cabelo preso e uma expressão de quem não admitia o menor sinal de fragilidade. Lucas vinha atrás de mim, ainda de camiseta preta e calça de moletom, o cabelo bagunçado de quem tinha dormido mal.
“Já estou bem” anunciou ela assim que nos viu. “Podem parar de me olhar como se eu fosse desmanchar a qualquer segundo. Estou ótima.