Mundo de ficçãoIniciar sessãoAlexander Doucouré.
Aquele era um dia normal pra mim, seria mais um ano com aquela festa tradicional que os funcionários gostavam, mas um dia que teria a oportunidade de falar com a Camila, de a ver. Eu já estou traindo a Bianca desde que contratei a Diane, a minha secretária, ela me lembrava a Camila, tem um corpo semelhante, o que já dava para me fazer feliz. Na faculdade eu me apaixonei por uma colega e achei que era recíproco mas quando declarei o que sentia a frente de muita gente ela negou. E foi nesse dia que conhece aquelas gêmeas, elas não eram gêmeas idênticas. A Bianca era a mais velha, a mais sociável, a com um corpo mais estruturado, olhos claros, loira e tinha um andar tentador. Mas a Camila, tinha os olhos da mesma cor que os meus, verde esmeralda, era muito magra, não dava para ver curvas marcantes, peito pequeno, mas aqueles olhos fizeram eu me apaixonar. Ela me defendeu quando os colegas começaram a rir, era notório que era gentil, e ficamos amigos, mas não próximos porque ela tinha namorado, e ele era ciumento, não éramos aqueles amigos que conversam por horas, mas era bom. Quando nos formamos ela se afastou das pessoas, o namorado foi preso porque não sei, e um ano depois quando eu finalmente declararia meu amor ela anúncio o casamento com o Bruno Toledo, eu nunca o vê na faculdade, mas ele a escolheu e ela aceitou. Me convidou para o casamento, fiquei pensativo pois eles não se beijaram e ela parecia estar desconfortável. Eu fui educado para ser o próximo CEO da empresa que está na nossa família à anos, a nossa fábrica de perfumes tem continuado como uma das mais importantes, com mil lojas. Eu sou filho único. Mas meu sonho era casar com aquela mulher gentil, que tinha os mesmos olhos que os meus, que tinha uma beleza natural. Ela não era tão delicada quanto a irmã, não era de se arrumar, não tinha um corpo esculpido mas tinha algo que eu valorizava, o coração, é por isso que me apaixonei e até fiquei obcecado. Eu precisava estar perto dela, tê-la de alguma maneira e lembrei da Bianca. Eu tinha ficado muito atraente naquele um ano que passou, Bianca não negou que nos casessemos, minha mãe não gostava de Bianca. Acreditava que ela não saberia lidar com problemas reais, mas era a única forma. Bianca tem um bom coração do jeito dela, nesses anos ela deu conta que eu não a amava, mesmo que com ela o sexo fosse bom, eu estava sempre pensando na Camila, nós não conhecíamos bem um ao outro, não tínhamos conversas em comum, mas a Bianca se esforçava, eu não queria fazer ela infeliz, mas não veria a Camila nos natais ou anos novos, pois a gente não era tão amigos assim, principalmente agora. Eu não me importava com a minha autocrítica, mas eu estava vendo e estava perto de Camila, de algum jeito Bianca era parte de Camila, pelo menos na minha cabeça. Eu não queria que a Bianca fosse de outros homens por ser parte de Camila, mesmo ela não ter casado comigo virgem eu não aceitaria, por isso me esforçava na cama, para que ela não sentisse falta disso. Mas quando eu estava na festa e a Camila fez sinal pra mim que queria falar comigo eu sabia que vinha problema. - O que aconteceu com vocês? - A Camila perguntou preocupada. - Coisa de casal. - Então eu acho melhor você ir resolver agora porque a Bia vai fazer besteira. - Onde ela está? - Eu vê ela ir em direção aos escritórios. - E o Bruno, eu não consegui saudar ele? - Eu não sei, mas eu espero que não seja o que estou a pensar. - O que você está pensando? Mal perguntei o altifalante foi ligado e quando ouve aquele gemido eu sabia que só pudia ser a Bianca e a Camila também notou quando ecoou a outra voz, Camila ficou branca. - Merda - eu disse? - Onde fica esses altifalantes? - A Camila indagou. - No meu escritório. - Vamos lá agora. - Quem tem a ousadia de fazer isso meu filho? - Minha mãe perguntou. - É o que vou saber mamã. Eu e a Camila fomos correndo, deixamos a descrição de lado e acredito que alguns acharam estranho ser eu e Camila e não eu e Bianca mas não liguei porque também gostei. Quando entrámos e confirmamos as nossas suspeitas eu não acreditei, no que via e ouvia e fiquei mas surpreso quando Camila foi lá desligar o altifalante e falou aquela frase seca. Quem era essa Camila? A Bianca não parava de sorrir para mim, demostrando que já tinha se vingado de mim. Ela foi e eu continuei incrédulo. Camila se aproximou e ficou de frente pra mim. - O que aconteceu entre você e a minha irmã? É notório que ela não te ama mas até esse ponto e com o meu marido? Eu sei que foi ela que ligou o altifalante, mas porque? E porque que não parava de sorrir assim? - Pergunto o mesmo, você aceita casamento aberto? - É claro que eu não diria - lha eu traia a tua irmã com a minha secretária, a Camila me odiaria. - Agora o que fazemos? Será que as pessoas também suspeitam? - Não sei, só descendo para saber. Nós descemos e as pessoas ficaram nos olhando e para não especularem algo que infelizmente não aconteceu eu e a Camila nos afastamos. - Porque a tua mulher saiu com o cunhado de mãos dadas e ainda por cima naquela ala? - Minha mãe questionou. - Eu não sei, nem a vê lá. Mais alguém viu? - Não sei, mas espero que não. - Lamento informar que quase metade dos convidados e repórteres viram senhores - A Diane falou. - Eu amanhã dou um jeito nisso. A festa foi até às 04 horas da manhã. - Senhor se quiser vem comigo em casa, não acredito que vai para casa com tudo o que aconteceu, e a sua esposa ainda deve estar brava - Diane falou. - Não Diane obrigado, e essa relação morre aqui, eu não posso correr riscos. - É por eu ser pobre? - Não - respondi surpreso - Pra mim é indiferente, mas a Bianca não mereceu o que fiz no dia de ontem e muito menos merece que eu faça isso no dia de hoje e outros, desculpe, mas se envolver com homem casado é assim. Eu fui pra casa, procurei a Bianca e nada. Eram já 11 horas da manhã e nada da Bianca e ouve a campainha. Mesmo sabendo que é raro a Bianca esquecer a chave eu fui acreditando que era ela, mas não fiquei desapontado quando abre e vê a Camila. - Posso entrar? - Camila indagou. - Claro! - eu esponde. - A Bia voltou? - Não, e o Bruno? - Não, você sabe de algum lugar onde eles possam estar? - Não e você? - Eu acho que eu sei de um lugar sim. - Camila eu vou com você. - Ok. A gente saiu e como sempre, a Camila estava andando de motocicleta e eu a seguia de carro. Sempre achei estranho ela andando de motocicleta, ela evitava carros a todo custo. Chegamos em uma casa isolada, ela bateu e a Bia abriu. O Bruno estava do lado dela e pareciam até que nos viram chegar, coisa que é bem provável. Eu e a Camila entrámos. Bianca apertava na mão de Bruno e eu sentia que vinha algo pior que na noite de ontem. - Eu vou me casar com o Bruno - a Bianca disse olhando para mim e a Camila, firme como se tivesse dito a coisa mais linda, mais normal do mundo. Ela só podia estar louca.






