Mundo de ficçãoIniciar sessãoCamila de Sousar García.
Eu sempre fui muito querida por todos, mas também distante, não gostava de ver pessoas tristes ou sendo humilhadas, eu sempre admirei a Bia, era a melhor amiga e irmã mais velha que alguém pudia ter. Mesmo me atacando com palavras, eu a amava muito. Eu fui a melhor do ensino médio e fiquei sem saber que curso faria depois, mas escolhi ser médica nutricionista. Recebi o apoio da minha família, exceto da Bianca. A Bianca era constantemente rotulada como a filha problemática e superficial, quando ela descobriu no dicionário outra forma de chamar as pessoas de feia que ela achou engraçada, os seus olhos brilharam. Eu as vezes me sentia a filha problemática também, mas era só na minha cabeça, eu conhece o Alan, ele parecia gentil, não era de família rica, mas de classe média alta. Eu me apaixonei instantaneamente. Ele começou a demostrar ser diferente a medida que o tempo passava, me pressionando para nos relacionarmos, eu não me sentia pronta. Depois conhece o Alexander e ficamos amigos depois que ele levou aquele fora, não éramos tão amigos, mas apesar de rico ele tinha valores e um coração que parecia bom, mas não durou porque o Alan ficava me chateando por ter amigos. Mas no dia da formatura, logo após a formatura ter acontecido eu fui procurá-lo porque não o via lá. Ele estava com outra lá no capô do carro, eu gritei com ele, mas ele me atribuiu as culpas por eu não ter dado pra ele. Eu ia embora mas ele me agarrou me fez entrar naquela carro, fechou a porta e abusou de mim lá. Eu me senti mal, achei que a minha vida terminaria ali, naquele dia, naquela hora, naquele momento. Eu falei pra minha mãe que falou pra o meu pai, mas eu não queria que as pessoas soubessem que isso aconteceu, porque seria vergonhoso pra mim naquela situação. As pessoas são falsas e eu sabia, espalhariam rumores sobre mim descabidas e a minha irmã pudia ser humilhada ou sofreria alguma coisa por tentar me defender, mesmo sabendo que eu não era a culpada, aquilo ainda ficava na minha mente me dando vergonha. A Bianca nunca soube. Quanto mais tempo passava mais longe das pessoas eu ficava, não porque eu queria, mas porque se realmente o Alan tivesse razão? E se a culpa foi minha mesmo? O julgamento foi feito discretamente e como meu pai é advogado e empresário ele fez o possível para afastar imprensa, mídia social. Alan não negou, admitiu e me pediu perdão, disse que estava pronto para sentença. Eu nem conseguia olhar ele na cara, por raiva e vergonha. Apartir daí comecei a fazer terapia intensiva, passei a não conseguir abraçar meu pai e outros homens, mas me ajudou a deixar de sentir vergonha e culpa constante. Até que uma família muito conhecida, que tem o escritório de advogados mais conceituado da cidade na altura, decidi casar o filho mais novo, eles tiveram apenas rapazes e aquele era o cassula. Eu estava mal, não queria casar, como eu cumpriria o papel de esposa por completo? Meu pai contou a família o que aconteceu comigo, a família foi muito compreensiva e logo alertaram o Bruno, pelo meu pai não ter escondido eles decidiram unir os escritórios e foi uma das maiores e melhores decisões. Eu avisei o meu pai, o Bruno, mas eles estavam tão convencidos que com o amor do Bruno eu superaria, mas não deu, eu casei, porque eu também queria melhorar e não viver assim, mas não queria que alguma coisa desse errado e o Bruno sofresse, então combinamos que se o Bruno sentisse que perdeu o tempo, ou eu não conseguisse, nenhum dos dois ou as famílias seriam prejudicadas. Na noite de núpcias eu vê o olhar do Bruno sobre mim, sobre o meu corpo e eu não consegui, ele nem me tocou e foi assim. Nós nos tornamos amigos, falávamos de tudo, mas algo não mudou, ele sentia desejos que eu não pudia satisfazer, ele começou a gostar de mim a cada ano, mas eu passei a amar ele como um irmão mas velho que eu não tive, ele teve alguns relacionamentos ocultos, eu sabia e apoiava para que se quisesse ele se casasse, mas ele nunca quis. Ele sonhava em ser pai, mesmo que fossem adoptados, mas como ter filhos se eu não o amava? Se não suportava imaginar ele me tocando, ou me olhando com desejo? Ele ficou cansado e eu também estava esgotada desse farsa, eu queria que aquilo acabasse. Realmente não me importava que ele ficasse com a minha irmã, desde que não a mágoa-se pra mim estava ótimo. Mas quando ele não voltou pra casa fiquei preocupada em perder o meu melhor amigo, o meu irmão. Quando a Bia falou que ía se casar com o Bruno bateu um alívio, mas depois veio a realidade. - Você só pode estar a brincar? - Eu perguntei. - Não, eu sinto que eu posso chegar a amar o Bruno, e o Bruno também pode, os nossos casamento são uma faixada pura, ou queres continuar a manter a tua farsa de menina perfeita? - Que farsa? Do que você tá falando? - A Cami não tem toda a culpa - o Bruno me defendeu. - Como queiram, mas a gente vai casar. - A mídia social, os nossos pais, não vão aceitar essa loucura. - É melhor uma loucura que pode funcionar que voltarmos para aquele inferno de vida que eu estava vivendo. - Nós - o Bruno falou. - Se vocês quiserem enfrentar todas as consequências que vão surgir tudo bem pra mim. Desde que vocês sejam felizes, que encontrem o que tanto procuram e querem eu apoio. - Sério! - Bia perguntou surpresa. - Sim, o Bruno é como um irmão pra mim e você é a minha irmã amada, se esse for o caminho para a vossa felicidade eu quero ser a primeira a apoiar e aplaudir com força. Bia ficou emocionada e me abraçou, Bruno me olhava ainda triste, como se no fundo ele não quisesse isso, mas que eu finalmente admiti-se que o amava, mas eu não o amava daquele jeito. Alexander olhava para nós incrédulo, sem acreditar que essa loucura estivesse acontecendo e que eu estivesse apoiando. - Eu não vou te dar o divórcio Bianca, vocês estão loucos, isso é uma loucura - Alexander diz - Se você não der eu posto o vídeo de você comendo a vaca da tua secretária no corredor - a Bianca disse. Agora eu entendi, a Bia queria vingança pela traição. - Eu não me importo, mas não dou o divórcio, e até irmos a juízo você já terá desistido dessa ideia louca, a não ser que ... - A não ser o que Alexander? - Que a Camila case comigo por um ano para eu me vingar do ridículo que você está me fazendo passar. - Se achas que vou pedir a minha irmã que viva aquela vida infernal com você, você está louco. - Eu aceito - eu disse firme. - O quê? - Alexander, minha irmã e o Bruno indagaram ao mesmo tempo. - Eu quero me desculpar por tudo que o Bruno passou, quero a tua felicidade Bruno, pra mim o amor não é importante, não é o que procuro, desde que eu continuei tendo minha liberdade, não haja envolvimento intimo e vocês sejam felizes eu aceito, e que vocês não escolheram casar por vingança eu aceito. - Obrigada cami, mas é muito pra você. - Se o Alexander realmente traiu você ele vai pagar caro, a vida dele não será fácil. - Pensando bem - Bia disse. - Eu ainda acho isso loucura - Bruno falou. - Vocês começaram com essa loucura, e se for pra fazermos o que vocês querem, vamos enlouquecer todos de uma vez. Todos concordamos, e o pior começava. A imprensa, mídia social todos ficariam encima da gente com esse casamento invertido. - Isso vai ser perigoso para todos, sabem? - questionei. - Mas pelo menos vai ser divertido para alguns e melhor, sem contar que pode dar certo - Bia disse. Quando ela Olha pro Bruno ela Olha ele com esperança, cumplicidade e algo mais que nota-se que é um sentimento em desenvolvimento. Eu olhei para o Alexander e vê algo diferente, algo que noto sempre quando olho pra ele e ele olha pra mim. Mas que não pensava no assunto por ser marido da minha irmã, era um olhar bonito e logo desviou constrangido e eu também. A Bia não notou porque ainda olhava para o Bruno, mas o Bruno notou. Alguém bateu a porta com muita força, a Bia foi abrir e eram os nossos pais. O dos quatro. O meu pai entrou sério, não cumprimentou, nem sorriu como de costume. Atirou um jornal na minha irmã e uma revista. O título era " irmã se cansa de esconder romance com o marido da irmã, a irmã descobriu com o cunhado e eles ainda foram embora de mãos dadas após serem descobertos" . - Que porra é essa Bianca e Bruno? - Meu pai disse sério, bravo. E a imagem era deles a se beijarem no corredor da fábrica. Minha irmã ficou branca, eu e o Alexander baixamos a cabeça. - A porra é que eu e a sua filha Bianca vamos nos casar senhor Sousar - o Bruno disse. O Alexander também deu um passo para a frente e disse - Eu também vou me casar com a Camila senhor. Mal nos armamos em loucos e as consequências já chegaram?






