O silêncio na sala de audiências da Vara Cível era solene e opressor, cortado apenas pelo zumbido baixo do ar-condicionado e o farfalhar ocasional de papéis.
De um lado da mesa oval, Ana Toricelli e Paula Pialetti ladeavam três moradores do Residencial Splendor — trabalhadores simples de mãos calejadas e roupas domingueiras, que carregavam no olhar o medo de perder o único teto que possuíam.
Do outro lado, Júlio e Jonas Prado mantinham a postura rígida de quem fora treinado desde criança a nunc