— Não me importo se matou eles ou não. Só me tira uma dúvida, agradeço agora ou depois? — diz ele e ergo minha sobrancelha. Puxo a cadeira e sento em sua frente — Pergunte o que quiser, contarei tudo! — afirma — E mesmo depois que eu contar tudo, você mude de ideia e me mate, tudo bem, eu não ligo...
— Não? — pergunto e ele nega com a cabeça — Por que? — ele encara o chão, parece distante.
— Porque eu não tenho coração, já não sinto porra de nada. Quando eu tinha 12 anos, estava dormindo em ca