A manhã de sexta-feira nasceu sob uma névoa espessa, gélida e úmida que cobria os cafezais centenários da Fazenda Santa Bárbara. No interior da suíte master, o silêncio após a tempestade febril da madrugada era quase palpável, quebrado apenas pelo estalar sutil dos restos de madeira que ainda fumegavam na lareira de pedra. Arthur acordara com uma dor de cabeça lancinante, as têmporas pulsando e os olhos vermelhos — sintomas claros e inquestionáveis da ressaca química provocada pela armadilha só