A penumbra do escritório de Arthur Albuquerque na sede da holding farmacêutica era cortada apenas pela luz azulada de três monitores de alta resolução. Passava das vinte horas de uma terça-feira cinzenta, e o silêncio do trigésimo andar era quebrado pelo som abafado do tráfego da Avenida Brigadeiro Faria Lima, muitos metros abaixo. Diante de Arthur, pilhas de relatórios de conformidade e projeções de mercado pareciam textos em uma língua morta. Seus olhos cor de tempestade estavam fixos na tela