O pavilhão de segurança máxima da Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte de São Paulo, exalava a frieza institucional de paredes descascadas em tom cinza-chumbo, portas de aço maciço e um eco constante de fechos magnéticos. Ali, o tempo não era medido pelo brilho do sol ou pelas estações do ano, mas pelo rigor inflexível dos horários de tranca, das revistas de cela e da rotina impessoal dos agentes penitenciários.
Na pequena sala de atendimentos jurídicos — um cubículo sem janelas, di