A chuva fina que caía sobre a Serra da Mantiqueira transformava o asfalto das estradas secundárias de Roseiras em uma pista espelhada e traiçoeira. A névoa, densa e pesada, descia pelas encostas de pinheiros, reduzindo a visibilidade a poucos metros. Para quem observava de longe, o vale parecia um quadro pintado em tons de cinza e verde-escuro; mas para Arthur Albuquerque, aquela estrada era a última fronteira da sua própria loucura.
Sozinho no interior de um carro velho e fumacento que alugara