Sarah
Dias depois...
Eu não atendo mais ao Daniel.
Repito isso em voz alta dentro do carro, como se fosse um mantra, enquanto observo a cidade passar pela janela. Meu celular está no colo, virado para baixo, mas parece vibrar mesmo quando não vibra. É assim que ele sempre funcionou dentro de mim: ocupando espaço mesmo em silêncio.
— Ele não fala mais comigo sem testemunha — digo, finalmente.
Enrico não responde de imediato. Está dirigindo, atento demais para fingir que não ouviu.
— Jurídica — c