Milena conhece margarida

MilenaMe levanto - Vou sair dessa casa na sexta-feira. Eu só continuei aqui porque tive pena de você, mas você é um monstro nojento que não gosta de ninguém.— Milena, vou te dar mais uma chance. Você vai à casa do Geraldo e vai implorar para tê-lo de volta.— Vá pro inferno, eu vou trabalhar.Digo e saio sem olhar para trás. Vou para o ponto de ônibus. Sento-me e espero. Minutos depois ele chega, entro e infelizmente não encontro um assento vago.Pego minha garrafa de água e bebo.Não dá nem para acreditar que minha mãe é irmã da Tereza; elas são completamente diferentes.Desço do ônibus e espero o outro, que logo chega. Entro e, nesse, eu consigo um assento desocupado.Quando chego ao meu destino, desço do ônibus e caminho a pé.Enfim chego à loja e Denise me olha com raiva. - Está atrasada.— Só cinco minutos, eu tive um probleminha pessoal.— Isso não é problema meu. Vá já colocar o uniforme, anda, Cinderela CLT.Diz-me, empurrando.Contenho a vontade de dar na cara dela.Vou para a salinha, pego meu uniforme no armário e visto. Prendo meu cabelo cacheado em um coque. Pego os materiais de limpeza e vou fazer meu trabalho.Termino de limpar e sigo para jogar a água suja.Quando estou caminhando, sinto alguém me empurrar, me desequilibro e a água suja vai parar no rosto de uma mulher linda, cabelos negros, usando um casaco de pele que me lembra um gambá. — Sua idiota desastrada, sabe quanto custa essa roupa que você acabou de estragar?— Me desculpa, senhora, alguém me empurrou. Eu não tive culpa. - Cadê a gerente dessas loja? Denise aparece do nosso lado com um sorriso no rosto.Foi ela!Essa miserável me empurrou — Eu quero que demita essa anta; ela estragou meus vestidos e meus sapatos. Quero ela na rua agora.Fala com uma voz arrogante e enjoada. — A senhora não me demitiu; foi um acidente. Alguém me empurrou, não tive A intenção.— Meu bem, você sabe quem sou?Nego Ela ri. — Sou Sônia Cabral, a dona dessa loja, então eu tenho todo o direito de te demitir. Fora da minha loja, agora, morta de fome, fora.Então ela é a ex-top model. — Foi ela que me empurrou. Por favor, dona Sônia, eu preciso muito desse emprego.— Pensasse nisso antes de estragar meu vestido. Você ficou com inveja porque sou rica, e bonita, enquanto você é uma pobre cafona... Que coisa nojenta é essa no seu rosto?Diz, apontando para minha marca de nascença. - É uma marca de nascença. — Vou te dar um conselho esconda essa coisa medonha com maquiagem ninguém merece ver essa coisa horrível. Diz rindo. Ela olha para os sapatos e depois me lança um sorriso maldoso. - Como tenho um coração bom, vou te perdoar se você lamber os meus sapatos.— A senhora ficou doida? Não vou fazer isso, sou pobre sim, mas não mereço passar por toda essa humilhação. - Se quiser continuar com o seu emprego, lambe os meus sapatos.— Essa vadia se acha melhor que todo mundo, senhora. Ela tem a ilusão de que vai se casar com um milionário.Fala, Denise.— É sério? Meu Deus, você me dá pena. Escuta aqui, Cinderela da sarjeta, você só vai conseguir um emprego medíocre. Nenhum homem rico vai te querer, olhar só pra você, uma faxineira suja e deprimente. Acorda pra vida, garota, você não vai sair dessa vida de miséria nunca.Sônia me olha com nojo.— Chega, eu não vou ficar aqui sendo humilhada. Eu vou conseguir outro emprego e vou achar um bom homem. Não ligo para dinheiro, só quero ser feliz. Dona Sônia, você é um lixo de ser humano. Ser rica não te torna melhor que ninguém. E você, Denise, é uma cobra iludida que se acha a rainha só porque é gerente dessa loja.— Mas que garota abusada! Escuta aqui, pega suas coisas e caia fora da minha loja, anda, morta de fome.Diz, pegando no meu braço com força. — Me larga, sua perua metida a besta. Digo, soltando-me. - Vou pegar as minhas coisas.Digo, dirijo-me para a salinha. Tiro o uniforme e visto minha roupa. Pego a minha bolsa e saio. — Pronto, madame, espero nunca mais te ver na minha vida.Antes que eu saia, Sônia agarra meu braço. — É melhor não cruzar o meu caminho de novo, morta de fome. Eu não serei tão boazinha como estou sendo agora. Me livro do seu aperto e me retiro.É, agora eu tô lascada!Sem emprego, como vou sair da casa da Tereza? Só um milagre para me ajudar.Sento-me na calçada de um bar e fico olhando as pessoas na rua.Meu celular vibra com várias mensagens da minha tia. Abro o aplicativo de mensagens e meio algumas Tô indo passar alguns dias na casa de um amigo, mas, quando eu voltar, nós duas vamos ter uma conversa.O Geraldo está apaixonado por você. Se quiser continuar na minha casa, vai ficar com ele, sim.Reviro os olhos e respondo que prefiro morar debaixo da ponte com os mendigos do que me casar com aquele velho nojento.Guardo meu celular.

solto um suspiro triste

sem teto e sem emprego deus me ajuda.

Sônia Cabral e Denise são duas cobras

só queria fazer o meu trabalho direito e receber meu salário no fim do mês.

Como pode existir gente ruim assim no mundo? Nunca vou entender uma pessoa que sente prazer em prejudicar os outros Me levanto e vejo uma cena que me deixa bem revoltada. Três moleques derrubam uma mulher enquanto estão correndo e nenhum deles para para ajudá-la.Atravesso a rua e me aproximo.— A senhora está bem? Deixe-me ajudá-la. Digo ajudando-a com as sacolas. — Obrigada, querida, você é muito gentil.Um homem forte, vestido com um terno preto, surge. — Dona Margarida, o que aconteceu? Essa moça te machucou. — Não, ela me salvou. Se não fosse por ela, eu estaria perdida.Sorrio, ela é muito exagerada. Gostei dela.

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