O céu parecia mais pesado naquela noite. A lua ainda não havia alcançado o auge, mas já brilhava com uma força incomum, como se estivesse impaciente, faminta, exigindo algo — ou alguém.
Ella caminhava pela floresta com o coração acelerado. A cada passo, o silêncio ao redor dela parecia mais profundo, quase sobrenatural. Era como se as árvores estivessem observando, como se o próprio ar esperasse por algo inevitável.
E no fundo, Ella sabia o que estava prestes a acontecer.
Liam tinha avisado:
A lua cheia vai mostrar o que eu realmente sou.
Mas a voz dele naquele momento, a dor contida, o medo oculto… nada daquilo afastou Ella. Pelo contrário. Todo o seu corpo parecia puxado para ele, para o perigo que ele carregava, para o mistério que rodeava sua existência.
Ela finalmente avistou Liam.
Ele estava encostado em uma pedra larga, o corpo tenso, as respirações curtas e irregulares, como se tentasse domar uma fera interna prestes a explodir. As veias do pescoço estavam salientes, e o suor