Adriana não fazia a menor ideia do motivo que levou António até a porta de sua casa, e no fundo, não fazia a menor questão de descobrir. Depois de encará-lo por um breve segundo, ela engoliu os seus sentimentos e caminhou em direção à entrada, com o olhar fixo para a frente. O grande problema era que ele estava parado bem no portão do bloco, o que a obrigava a passar bem perto dele.
Tudo o que Adriana mais queria naquele instante era que ele fingisse estar cego e não a notasse. O azar dela foi q