Mundo de ficçãoIniciar sessãoDhaedra Paixão
Saio bufando depois daquela gafe e dou de cara com o fofoqueiro do Nico me esperando. — Amiga conta tudo para mim, aquela delícia é mesmo o nosso novo chefe?— sabia que ele não ia perder a oportunidade para fazer uma fofoca. — Sabia sua bixa safada, não aguenta as bolas e vem correndo querendo saber da desgraça dos amigos, tem vergonha não? — Nossa como está azeda mulher posso saber o porquê? Olha acho que você precisa de uma noite de sexo quente para acalmar. Quanto tempo não transa? Sabe que dá má sorte ficar sem né? — responde ele todo engraçadinho, sabe tudo sobre mim e ainda pergunta. — Você sabe que estou sem sexo a um bom tempo e já sei que dá má sorte estou cheia dela hoje, está vendo não? — digo e sai andando para o estoque não quero ver mais ninguém hoje. O dia passa e quando vejo já é hora de ir, me ajeito pego minhas coisas e saio, quando estou na rua já escuto Nico me gritando. — Dhae vamos fazer algo hoje?— reviro os olhos por causa do apelido, faço sinal com a cabeça para ele me seguir já que moramos perto um do outro, ou como quase sempre dormimos na casa um do outro. — Hoje não Nico estou morta e chateada pelo dia de merda.— ele me olha sorrindo gentil. — Não falei para irmos para uma balada mona, e sim para sua casa ou a minha se quiser, comemos besteiras e assistimos série, a final trabalhamos amanhã.— olho para ele com os olhos brilhando e falo. — Já disse que te amo hoje? Que não vivo sem você em minha vida? E que vai bancar tudo hoje?— ele que estava todo cheio pelos elogios se vira para mim de uma vez me fazendo parar a caminhada e fala. — Sabia que esses elogios vinham com algo a mais, sua vaca pão dura da próxima é a sua vez de bancar não quero nem saber. — sorrio para ele e respondo. — Você é o melhor dos melhores meu amor. Mas sobre pagar veremos isso na próxima. — ele cai na risada junto comigo. Seguimos nosso caminha até meu apartamento que é a um quarteirão antes do dele. Andamos cinco quarteirões até um prédio azul bebê, modesto e com simpáticas florzinha no pequeno jardim. Moro aqui a mais o menos uns quatro anos, desde que sai da casa de minha mãe. Abro o portão branco e entro no prédio com Nico logo atrás, comprimento o Seu Hélio o porteiro baixinho e roliço com um aceno de cabeça e sigo para o elevador apertando o botão do terceiro andar. — Nico amorzinho, assim que entrarmos vou para o banho e você faz o pedido das comidas está bem?— bato os cílios de forma fofa e gentil, ele me olha de canto e responde com um riso debochado. — Nem pensar querida, você toma banho e eu relaxo no sofá até você sair, depois do meu banho pedimos a comida, porque toda vez você começa a comer sem mim.— não aguento e começo a rir, porque faço isso mesmo, vou saindo do elevador com ele vem atrás, abro a porta jogo os sapatos para o lado e a bolsa no sofá e corro direto para o banheiro. Depois do banho, já trocada vou para a sala me sento no sofá e ligo a TV para esperar o Nico, começo a passar os canais mais nada me prende. Meus pensamentos vão direto para meu chefe e aquela voz grossa e firme que me intimida mais também excita, aqueles olhos castanhos que me chama para mergulhar naqueles lagos escuros, aquele cabelo meio arrumado e meio bagunçado, em como fica sem com aqueles óculos e terno que dão um ar de seriedade e masculinidade, as mãos grandes que poderia me apertar e agarrar quando quisesse sem nem pedir, o que seria capaz de fazer com aquela boca maravilhosa? Aquela voz em meu ouvido sussurrando coisas safada, começo a me arrepiar só de pensar. — Ahh! Cacete Nico quer me matar?— viro para ele cheia de ódio e ele segura a outra almofada na frente do rosto e se defende com ela. — Estou te chamando faz uns dez minutos e você estava olhando para a TV fazendo uma cara de tarada, aí joguei a almofada desculpa amiga, mas no que estava pensando?— fala fazendo caras e bocas, respiro para não o matar, agora olha para mim com a curiosidade estampada no rosto, esperando para ver se falo algo. Viro para o lado e faço cara de paisagem. — Estava pensando em comida, numa pizza suculenta, em uma coca geladinha com limão, um sorvete de morango com calda e granulado por cima, hum chega dar água na boca, vamos pedir?— respondo fazendo minha melhor cara de faminta, não vou contar para ele que pensava em nosso chefe, se fizer isso ele vai me zoar até a morte. Meio ressabiado ele me analisa e depois concorda, mas tenho certeza de que não comprou minha história e vai me vigiar para tentar descobrir algo. Depois de um tempo a comida chega e vamos escolher a série. — Você tem certeza de que essa série é boa Nico? As vezes você tem um o gosto meio duvidoso.— desde que estamos tentando escolher a nova série para assistirmos ele está dizendo que vai ser essa, mas eu nunca assisti. — Já disse e repito mulher, essa série vis a vis é a melhor, principalmente a Zulema e a macarena.— e de novo diz a mesma coisa, reviro os olhos e decido acreditar nele. Acabamos vendo uns quatros episódios da série e realmente amei, devoramos toda a pizza e metade do pote sorvete, estou explodindo. Olho no relógio do celular e descido que vou dormir se não me atraso amanhã. — Nico vai dormir aqui né?— pergunto já sabendo a resposta, levanto e me estico toda, para alongar as costas. — Você sabe que vou, o quarto de hóspedes está limpo pelo menos?— fecho a cara e olho para ele, que ri e levanta para recolher a bagunça do tapete da sala. — Não vou nem responder “Frederico”, vamos organizar aqui e ir dormir porque já não basta hoje o dia de merda amanhã desejo que seja muito melhor e começar chegando atrasada não dá. Já fui para a sala do chefe logo de primeira amanhã não quero nem chegar perto dele. — Por Deus não me chama assim mulher má. Eu também não quero, mais se ele quiser eu vou até ele correndo. — começo a rir do fogo do Nico. Depois de terminar de arrumar, vou ao banheiro faço minha higiene, dou boa noite para meu amigo e corro para a cama, me deito e relaxo, quando estou quase pegando no sono ele volta aos meus pensamentos, como posso ficar pensando em um homem que não conheço, e ainda mais pensamentos tão quentes assim. Eu deitada na cama e ele em cima de mim me cobrindo com o calor do seu corpo, me beija de um jeito urgente e ardente que me incendeia e consome mais fogueira de São João. Desce beijos por meu pescoço até no ombro arrepiado meu corpo todo. “Para com isso Dhaedra, vamos dormir logo.” Me repreendo e deixo o sono me levar.






