A cela pequena parecia ainda mais apertada naquela noite. As paredes frias e nuas queriam me engolir, enquanto a luz fraca piscava de vez em quando, lembrando o quanto eu tava longe de tudo que chamava de casa.
Meus pensamentos eram redemoinho constante, as carinhas dos meus filhos e os sorrisos deles sempre na mente, como farol que me impedia de cair de vez no desespero.
Tentava me agarrar na esperança, mesmo que em muitos momentos ela parecesse frágil.
O tempo ali era cruel, dias e noites se misturando num eterno esperar pelo dia que minha inocência ia ser provada.
Era peso que sufocava, mas eu me recusava a desistir.
Os passos do policial ecoaram no corredor estreito enquanto eu seguia atrás dele. Ele tinha vindo na cela mais cedo dizendo que eu tinha visita.
Meu coração disparava, dividido entre esperança e medo. Quem seria? Algo bom ou mais um golpe pra me derrubar?
A sala de visitas era simples, quase sem alma, paredes vazias e cadeiras enfileiradas.
O policial abriu a porta ind