62. Quem ela realmente era
Lucas Park
Foi só quando a vi desacelerar que percebi onde estávamos. Ela estacionou de qualquer forma, atravessando três vagas sem se importar. Havia poucos carros ali, como sempre. Essa era a razão de ser meu bar favorito: silêncio e anonimato.
Parei a moto do outro lado da rua, nem precisei me esconder entre os arbustos que circundavam o estacionamento. A iluminação fraca me garantia que ela não me veria ali. Desci, pousei o capacete no tanque e me encostei na lateral. Eu gostava d