A manhã seguinte começou diferente.
Eu acordei antes do Victor, o que já era raro. Fiquei alguns minutos apenas observando ele dormir, tentando memorizar aquele rosto tranquilo, tão diferente do homem calculista que o mundo conhecia. O Victor dormindo parecia mais jovem, quase inocente, como se não carregasse o peso das decisões difíceis que eu sabia que ele tomava todos os dias.
Passei a mão de leve pelo peito dele e ele abriu os olhos devagar.
— Você está me analisando? — ele perguntou com a