Helena percebeu primeiro nas frases interrompidas.
Não eram esquecimentos comuns. Não tinham a leveza automática das distrações habituais.
Era outra coisa.
As pessoas começavam a parar no meio de pensamentos como se algo antigo estivesse tentando atravessar a superfície.
Ela notou isso numa manhã silenciosa dentro de uma pequena cafeteria perto do rio. O ambiente estava calmo, atravessado pela luz cinza do começo do dia. Algumas pessoas liam, outras apenas observavam a rua molhada pelas últimas