Helena percebeu primeiro no próprio corpo.
Os dias já não passavam da mesma forma.
Antes, tudo parecia contínuo demais. As horas escorriam sem profundidade, como se a vida inteira funcionasse dentro de uma sequência automática de respostas rápidas, estímulos constantes e reorganizações emocionais instantâneas.
Agora… não.
Agora alguns momentos pareciam longos.
Outros intensos.
Outros quase suspensos.
O tempo estava mudando.
Não literalmente.
Humanamente.
Ela percebeu isso numa manhã silenciosa,