Helena percebeu primeiro no corpo.
Não como pensamento.
Não como conclusão racional.
Mas como sensação física.
A cidade estava mudando de ritmo.
Não externamente. Ainda havia movimento, trânsito, conversas, pessoas entrando e saindo de lugares, decisões sendo tomadas, rotinas funcionando. Vista de fora, a estrutura permanecia intacta.
Mas por dentro…
algo já não pulsava da mesma maneira.
Ela sentiu isso enquanto atravessava uma avenida movimentada no começo da noite. Antes, tudo naquele espaço