Edgar respirou fundo, virava as páginas com cuidado.
“Descobri que Edgar é casado com Marcela.
E que tem uma filha. Meu mundo desmoronou. Ele sempre me dizia que não havia nada entre eles.E agora surge casado… e pai.
Não suportei.
Tive uma crise forte de ansiedade na rua. Quando acordei, estava no hospital.
Como ele pôde fazer isso comigo? Como pôde ser tão cruel?
Depois de anos, aparece dizendo que vai cumprir promessas…quando a vida dele já seguiu. Eu te odeio, Edgar. Nunca vou te perdoar.”
Edgar permaneceu ali, em silêncio, olhando para o lago sem realmente enxergar nada. A garganta fechada. O peito ardendo.
— Eu te entendo… — sussurrou, a voz rouca. — No seu lugar, também não perdoaria.
Uma lágrima caiu no papel. Ele não se moveu para limpá-la.
Sentado ali no meio da cidade que nunca para, Edgar entendeu com clareza cruel que
Laura não ficou presa ao passado. Ela foi abandonada dentro dele.
“Cuidei da cachorrinha da Luna. Que loucura isso. Não sei como consegui respirar o mesmo ar