Logo depois, Ana se aproximou. O abraço dela foi diferente. Foi mais suave, mais longo, envolvente. Quando falou, o tom saiu baixo, quase carinhoso demais para aquele momento.
— Eu desejo que você seja feliz… — sussurrou. — Feliz de verdade. Com o seu verdadeiro amor.
Ao se afastar, Ana segurou o rosto de Laura entre as mãos por um instante, sorrindo com ternura sincera.
— Você já é como uma filha para nós, Laura.
O sorriso de Laura surgiu ali, discreto, agradecido… mas os olhos ainda carregavam a tempestade.
Laura voltou-se para Marcela, o tom profissional retomando o controle da situação.
— Marcela, a veterinária que está cuidando da Meg é extremamente competente. — disse, com um sorriso contido. — Mantenha o tratamento direitinho. — fez uma pausa mínima, quase imperceptível. Então desviou o olhar por um segundo até Edgar… e voltou para Marcela com precisão cirúrgica. — Assim, a filha de vocês não vai precisar lidar com traumas por perdas desnecessárias.
Sem esperar resposta, virou-