Bárbara entrou na sala com passos tranquilos e sorrisos nos lábios. Laura ergueu o olhar devagar, pousando-o em Bárbara com um meio sorriso afiado.
— Prima… — começou, apoiando os cotovelos na mesa com naturalidade. — Você já deveria saber que só é lembrado aquilo que é importante. Aquilo que tem valor.
Bárbara inclinou levemente a cabeça, o sorriso se mantendo, mas os olhos ficando sombrios.
— Eu adoro esse seu senso de humor, Laura. — respondeu, com falsa doçura. — Pessoas mal-amadas costumam ser assim.
Antes que Laura retrucasse, a voz de Liam entrou na conversa fria e direta, sem que ele mudasse a expressão.
— Você é o exemplo perfeito disso, não é mesmo, Bárbara?
O silêncio caiu pesado por um segundo. Olívia sentiu o corpo enrijecer, mas a mão de Liam já estava firme sobre a perna dela, um gesto discreto e protetor, pedindo calma sem palavras.
Olga foi rápida em intervir, a voz doce, mas com autoridade.
— Meus queridos… por favor. — disse, olhando um por um. — Temos visitas à mes