Edgar chegou à mansão exausto. O silêncio da casa contrastava com o caos que ainda pulsava dentro dele.
Marcela estava sentada no sofá, a postura rígida, os braços cruzados, o rosto marcado por irritação e cansaço.
— Você tem noção do quanto foi difícil fazer a Luna dormir? — disse sem rodeios. — Ela ficou esperando pelo pai que prometeu aparecer… e não apareceu.
Edgar respirou fundo, passando a mão pelo rosto.
— Marcela, eu não estou com cabeça para cobranças agora.
Ela se levantou de um salto.
— Então você acha normal o que fez? Passar a noite fora de casa? — rebateu. — A nossa filha ficou chorando, Edgar.
— A Luna vai precisar se acostumar — respondeu, firme. — Eu não vou estar em casa todas as noites. Você sabia disso desde que voltamos. Nós combinamos que resolveríamos nossa situação. — Ele a encarou diretamente. — Ou melhor… nossa situação já está resolvida. Nós só não vamos mais conviver na mesma casa.
Marcela riu, incrédula.
— Você está abandonando a nossa filha por causa del