Miguel continuava encarando o telefone em silêncio, a falta de resposta de Clara pesando mais do que qualquer ameaça que já enfrentara. Ele fechou os olhos e respirou fundo, lutando para não deixar o medo tomar conta. Algo estava errado, mas ele não podia arriscar movimentos precipitados.
Pegou os documentos comprometedores e os espalhou sobre a mesa. Os nomes, os números, as transações – tudo era evidência suficiente para destruir a organização. Se caíssem nas mãos certas, poderiam desmantelar