O hospital era uma prisão.
Não pelas grades, não havia grades no quarto onde eu estava, apenas a porta trancada e o policial do lado de fora. Mas pelas regras, pelas rotinas, pela impossibilidade de fazer qualquer coisa além de olhar para o teto e esperar. Meu corpo ainda estava quebrado — as costelas colando, as fraturas cicatrizando, a concussão deixando dores de cabeça que vinham em ondas. Os médicos diziam que eu tinha sorte de sobreviver ao atropelamento. Eu não tinha tanta certeza.
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