A primeira noite em casa foi estranha.
Não desconfortável, Dorian havia preparado tudo. A cama estava arrumada com lençóis limpos, as almofadas posicionadas para eu não forçar as costas, os remédios organizados na mesa de cabeceira. Havia flores frescas no quarto, peônias cor-de-rosa que Aggy ajudou a escolher. Mas ainda assim, algo estava diferente.
A casa que antes era sinônimo de segurança agora carregava o eco do que vivemos.
Eu me movia devagar, ainda me acostumando com as limitações do me