A casa estava silenciosa quando entrei.
Não o silêncio pacífico de um lar aconchegante, daqueles que envolvem a gente como um cobertor no fim do dia. Era o silêncio vazio de um cemitério, daqueles que pesam nos ombros e fazem cada passo ecoar como se o chão fosse oco.
Cada cômodo parecia menor, mais escuro, como se a ausência de Dorian tivesse sugado a luz junto com ele, como se as paredes sentissem sua falta tanto quanto eu.
Larguei a mala no chão da entrada com um baque surdo e fiquei ali, pa