O jantar foi silencioso.
Eu tentava. Deus sabia que eu tentava. Falava sobre o cardápio, sobre a decoração, sobre os planos para o dia seguinte. Dorian respondia com monossílabos, os olhos fixos no prato, a mente claramente em outro lugar.
Em outra pessoa.
O pensamento corroía minhas entranhas como ácido.
— O salmão está delicioso. — Comentei, tentando puxar assunto.
— Está.
— Amanhã podemos visitar aquele farol que a garçonete recomendou.
Ele ergueu os olhos para mim, e houve algo ali — um bri