HELOÍSA
O vento no terraço parecia mais frio do que alguns minutos antes.
Talvez não fosse o vento.
E sim a realidade nos atingindo em cheio conforme o sol já começava a se dissipar.
Nos separamos e então voltei a ficar encostada na parede baixa, sentindo o perfume das flores da estufa misturado a tensão da pressão que estávamos passando, quando uma pergunta me atravessou como um estalo.
— Ela pediu para falar com a Kitana?
Luiz Fernando manteve o olhar vago por um segundo antes de responder.
—