LUIZ FERNANDO
Eu nunca fui um homem de hesitar.
Mas, naquela manhã, enquanto o carro avançava pelas ruas ainda meio vazias, senti algo diferente pulsando dentro de mim. Não era dúvida. Não era medo.
Era fúria.
Uma fúria fria, controlada, cirúrgica.
Daquelas que não fazem você perder a cabeça — fazem você agir com precisão.
Meus dedos tamborilavam lentamente no braço do banco traseiro enquanto eu observava a cidade passar pela janela. Cada prédio, cada esquina, cada sinal vermelho parecia insig