IRINA
O medo se instalou dentro de mim de uma forma que eu não conseguia controlar. Não era um medo passageiro, daqueles que surgem e desaparecem com o tempo. Era algo constante, pesado, sufocante, como se ocupasse espaço dentro do meu próprio peito. Eu sabia exatamente do que aqueles homens eram capazes. Conhecia o tipo deles, conhecia a crueldade, a forma como gostavam de quebrar alguém pouco a pouco, até não restar nada além de silêncio. Imaginar Chiara nas mãos deles era suficiente para me