QUANDO O SILÊNCIO DIZ MAIS.
QUANDO O SILÊNCIO DIZ MAIS
Helena acorda com um estremecimento, não dela, mas de Davi.
O menino mexe as mãos, procura seu colo mesmo dormindo, como se precisasse confirmar que ela continua ali.
A construção abandonada está gelada, e o vento entra pelas frestas como lâminas finas.
Helena aperta o menino contra o peito e respira devagar, para aquecê-lo com o pouco calor que tem.
— Tá tudo bem, docinho tô aqui.
O menino suspira, uma dessas respirações curtas que parecem doer.
Ela sente o cora