A manhã nasceu envolta por um céu cinzento, daqueles que pareciam refletir exatamente o estado de espírito de Helena.
O sol tentava romper as nuvens, mas permanecia escondido, lançando apenas uma claridade suave sobre os jardins da mansão.
Enquanto observava as gotas de orvalho brilharem sobre a grama pela janela da cozinha, ela segurava a xícara de café entre as duas mãos, não porque estivesse com frio, mas porque precisava ocupar os dedos trêmulos.
Fazia muitos anos que aprendera a esconde