—Kayra, a neve baixou. Estou indo embora.
Digo, caminhando com passos firmes em direção à casa, tentando não demonstrar a torrente de emoções que me consome.
—Agora? Mas você disse que ia ficar.
Entramos na sala, onde Okan está sentado ao lado do pai. Eles conversam em turco, as palavras fluindo entre eles como um laço ancestral que me exclui por completo.
—Sim, como viu, o gelo se foi. Não há perigo algum de eu ir. — Digo para ela, a voz soando resoluta, ainda que dentro de mim tudo esteja em