Beatriz
As horas parecem dias. O relógio na parede da sala de espera marca os minutos em um ritmo lento e cruel. Cada segundo ecoa na minha mente como um martelo batendo sem parar. Marcos e Teresa estão comigo o tempo todo, me oferecendo apoio silencioso. Ainda assim, é como se eu estivesse sozinha. O vazio ao meu redor é enorme.
Minha mente não consegue parar de pensar em Rafael. Ele está ali, em uma sala fria, cercado por médicos, bisturis, monitores que apitam. O coração aperta. Uma parte de