85. Lembranças cruéis – Parte 2
Neamir
As paredes da cela são escuras e frias, impregnadas de um cheiro nauseante de mofo e desespero. O chão é de pedra áspera, manchado com marcas escuras que se assemelham a sangue seco, vestígios de dor e sofrimento.
Já vi a magia do meu pai criar muitas coisas.
Tantas que eu me divertia, achando-o incrível, até que a loucura começou a mudá-lo. O que eu o via fazer de bom com a sua magia passou a se tornar sombrio. Não de uma maneira que dava para relevar, mas de uma forma que fez com que pa